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CBF Investiga Apostas Suspeitas em Cartão de Lucho Acosta
CBF abriu investigação sobre volume atípico de apostas no cartão amarelo do meia Lucho Acosta em Fluminense x Bragantino pela 19ª rodada do Brasileirão 2026.

CBF Investiga Apostas Suspeitas em Cartão Amarelo de Lucho Acosta; Fluminense é Notificado
A CBF confirmou nesta terça-feira (28) que abriu uma investigação sobre um volume atípico de apostas relacionadas ao cartão amarelo recebido pelo meia argentino Lucho Acosta, do Fluminense, no empate por 1 a 1 com o Red Bull Bragantino. O jogador nega qualquer envolvimento em irregularidades, e a investigação ainda está em fase preliminar, sem indícios concretos contra o atleta.
O que a CBF investiga?
A investigação teve origem em um alerta emitido pela casa de apostas Stake, que identificou um fluxo financeiro considerado anormal em apostas prevendo que Lucho Acosta receberia um cartão amarelo na partida contra o Bragantino. A notificação seguiu o caminho padrão do sistema internacional de integridade: da Stake para a Sportradar, empresa contratada pela Fifa para monitorar o Brasileirão e outras competições ao redor do mundo, e desta para a CBF.
Após análise do relatório, a confederação compartilhou as informações com a Polícia Federal, o Ministério Público e o STJD, e abriu apuração formal sobre o caso.
O lance que gerou o cartão
O cartão amarelo que está no centro da investigação aconteceu durante o confronto entre Fluminense e Red Bull Bragantino, realizado em 17 de julho de 2026, no Maracanã, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O episódio ocorreu aos 47 minutos do segundo tempo, quando uma confusão generalizada tomou conta do gramado e paralisou o jogo por cerca de cinco minutos. Acosta, que estava distante do lance original, correu até Lucas Barbosa e o empurrou. Na sequência, também trocou empurrões com Gustavo Marques.
Após revisão do VAR, o árbitro Davi de Oliveira Lacerda aplicou cartão amarelo a Acosta — registrado na súmula como "ato de desrespeito ao jogo" — e expulsou John Kennedy, do Fluminense, e Fabinho, do Red Bull Bragantino. O empate foi sacramentado por um gol de Ignácio aos 58 minutos.
O que diz o Fluminense
O Fluminense confirmou ter sido notificado de forma sigilosa pela CBF ainda na semana passada. Em nota oficial, o clube declarou estar à disposição para colaborar com os órgãos competentes e informou que Acosta negou qualquer participação em irregularidades.
"O Fluminense FC recebeu notificação sigilosa da CBF sobre o fato e informa que está à disposição para colaborar com os órgãos competentes. O atleta negou participação em qualquer tipo de irregularidade."
A investigação conduzida pela CBF ocorre de forma independente do julgamento esportivo. No âmbito do STJD, Lucho Acosta e o zagueiro Juan Pablo Freytes foram absolvidos. Apenas John Kennedy acabou suspenso por duas partidas.
Acosta segue à disposição
Por enquanto, o caso não impede Lucho Acosta de atuar pelo Fluminense. O meia esteve em campo por 75 minutos no empate com o Grêmio, no último domingo (26), em Porto Alegre, e segue à disposição do técnico Luis Zubeldía até segunda ordem.
Vale lembrar que o argentino de 32 anos chegou ao Tricolor em agosto de 2025, vindo do FC Dallas, da MLS — liga na qual foi eleito MVP em 2023 pelo FC Cincinnati.
Como funciona o sistema de monitoramento?
O caso de Acosta segue um protocolo já estabelecido internacionalmente. A Sportradar monitora em tempo real o volume e o perfil das apostas em centenas de mercados por jogo. Quando um padrão atípico é detectado — como um salto repentino de apostas num evento específico, como a punição de um jogador —, a empresa emite um alerta às confederações e entidades reguladoras.
Volumes anormais de apostas podem ocorrer por diferentes fatores, como boatos espalhados entre apostadores, vazamento de informações ou, no pior cenário, manipulação direta envolvendo agentes do jogo. A investigação serve justamente para separar cada hipótese.
Não é o primeiro caso do tipo no Brasileirão em 2026. Anteriormente, o atacante Ênio, do Juventude, também foi investigado por suspeita de manipulação relacionada a um cartão amarelo recebido na 1ª rodada do campeonato.
O que vem a seguir?
A CBF não divulgou prazo para a conclusão da apuração. As investigações da Unidade de Integridade da confederação costumam ter caráter sigiloso, e o clube informou que acompanha o caso. Enquanto isso, Lucho Acosta mantém sua rotina de treinos e jogos normalmente.
O Fluminense se mantém firme na competição e aguarda o desfecho das investigações para saber se haverá qualquer desdobramento esportivo ou disciplinar.
Perguntas frequentes
O que a CBF está investigando no caso de Lucho Acosta?
A CBF investiga um volume considerado atípico de apostas prevendo que o meia argentino Lucho Acosta receberia cartão amarelo no jogo entre Fluminense e Red Bull Bragantino, em 17 de julho de 2026, pela 19ª rodada do Brasileirão. O alerta partiu da casa de apostas Stake e foi encaminhado via Sportradar, parceira da Fifa.
Lucho Acosta pode continuar jogando durante a investigação?
Sim. Até o momento, não há indícios concretos de envolvimento do atleta, e ele segue à disposição do técnico Luis Zubeldía. Acosta disputou 75 minutos no empate com o Grêmio no último domingo (26).
O Fluminense se manifestou sobre o caso?
Sim. O clube confirmou ter recebido a notificação da CBF de forma sigilosa e declarou em nota oficial que está à disposição para colaborar com os órgãos competentes, acrescentando que Lucho Acosta negou participação em qualquer irregularidade.
Já houve casos parecidos no Brasileirão?
Sim. O atacante Ênio, do Juventude, também foi investigado por suspeita de manipulação de apostas relacionada a um cartão amarelo recebido na 1ª rodada do Brasileirão 2026, em episódio que envolveu 111 usuários suspeitos e múltiplas casas de apostas, segundo relatório da Ibia.
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