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Gabrielzinho faz dois ouros e Brasil fecha Berlim com 19 pódios

Gabriel Araújo dominou o último dia do World Series de natação paralímpica em Berlim com ouro nos 50m livre e 150m medley. Brasil terminou com 19 medalhas na etapa alemã.

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Daniel Krust
··4 min de leitura
Gabrielzinho celebra ouro no World Series de natação paralímpica em Berlim 2026

Gabrielzinho faz dois ouros e Brasil fecha Berlim com 19 pódios

O mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, foi a figura do último dia do World Series de natação paralímpica em Berlim, na Alemanha. No sábado, 9 de maio, ele subiu ao pódio mais alto duas vezes e ajudou o Brasil a encerrar a etapa alemã com 19 medalhas no total — um resultado que vai além do esperado para o momento da temporada.

Dois ouros em um dia: Gabrielzinho no modo competitivo

O nadador da classe S2 (comprometimento físico-motor) não deixou dúvidas sobre quem mandava na piscina berlinense. Nos 50m livre, Gabrielzinho marcou 52s92 e somou 1042 pontos, número suficiente para superar os rivais e cravar o primeiro ouro do dia. A segunda conquista veio nos 150m medley, com o tempo de 3min26s70 e 1017 pontos, deixando o israelense Ami Omer (SM4) na prata e o alemão Josia Tim Alexander (SM3) com o bronze.

Com os dois ouros deste sábado, Gabrielzinho chegou a quatro medalhas na etapa de Berlim ao todo. Antes, ele já havia sido ouro nos 100m livre e prata nos 50m borboleta — uma campanha consistente do começo ao fim.

"Este World Series ficou acima das minhas expectativas para o momento. Ativei meu modo competitivo, que não importa o momento, o ano, o treinamento. Esta essência do Gabrielzinho competitivo nunca vai acabar." — Gabriel Araújo

A fala resume bem o perfil do atleta: multicampeão mundial e paralímpico, detentor de seis medalhas nos Jogos Paralímpicos — três ouros em Paris 2024 e dois ouros mais uma prata em Tóquio 2020. Em abril de 2026, foi premiado com o Laureus de Melhor Atleta com Deficiência, confirmando seu status de maior nome da natação paralímpica mundial no momento.

O resto do Brasil na água

Além de Gabrielzinho, outros atletas brasileiros contribuíram para o placar de 19 pódios em Berlim.

Arthur Xavier (classe S14 — deficiência intelectual) encerrou a competição com três pratas. No último dia, foi segundo nos 100m costas, com o tempo de 58s78 e 1018 pontos. Nos dias anteriores, já havia subido ao pódio nos 100m e 200m livre.

Talisson Glock, campeão paralímpico, conquistou a prata nos 400m livre com 5min01s92 na classe S6.

A carioca Lídia Cruz (classe SM4) fechou o dia com bronze nos 150m medley, completando o percurso em 3min01s73.

Já a pernambucana Carol Santiago, maior campeã paralímpica do Brasil, ficou na quarta posição nos 50m livre — fora do pódio neste sábado, mas seguindo como referência do esporte mundial.

Como funciona a pontuação no World Series

Vale explicar para quem acompanha pela primeira vez: as provas do World Series de natação paralímpica são disputadas no formato multiclasses, com atletas de diferentes graus de comprometimento competindo juntos na mesma série. A medalha não vai para quem chega primeiro, mas para quem apresenta o melhor Índice Técnico de Competição (ITC) — quanto mais próximo o tempo estiver do recorde mundial da classe do nadador, maior a pontuação.

Isso significa que um atleta da classe S2, como Gabrielzinho, pode superar concorrentes da S9 ou S11 se sua performance relativa for superior. É exatamente nesse critério que o mineiro se sobressai: ele não nada rápido em termos absolutos, mas nada perto do limite do que é possível para sua classe — e isso vale ouro.

O que vem por aí para a seleção

A delegação brasileira encerrou o World Series em Berlim, mas não viajou imediatamente de volta ao Brasil. A seleção permaneceu na capital alemã para disputar o IDM (Campeonato Alemão Internacional de Natação), que vai de domingo, 10, a terça-feira, 12 de maio — uma nova oportunidade de testar o nível técnico da equipe e acumular ritmo de competição para a temporada.

O World Series paralímpico, vale lembrar, tem nove etapas ao longo do ano, passando por países como Japão, México, Peru e Emirados Árabes Unidos. O Brasil chega com moral alta a cada uma delas: em Paris 2024, a seleção paralímpica bateu o recorde histórico com 89 medalhas nos Jogos, chegando ao top-5 no quadro geral pela primeira vez.


Perguntas frequentes (FAQ)

Quem é Gabrielzinho e por que ele é tão famoso?

Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, é um nadador paralímpico mineiro nascido com focomelia — condição que impede a formação completa de braços e pernas. Apesar disso, ele acumula seis medalhas paralímpicas (três ouros em Paris 2024, dois ouros e uma prata em Tóquio 2020) e venceu o Prêmio Laureus de Melhor Atleta com Deficiência em 2026.

O que é o World Series de natação paralímpica?

É o circuito mundial da modalidade, organizado pelo Comitê Paralímpico Internacional, com nove etapas por ano em diferentes países. As provas são disputadas em formato multiclasses, e a medalha é definida pelo Índice Técnico de Competição (ITC), que mede o desempenho de cada atleta em relação ao recorde mundial de sua classe.

Quantas medalhas o Brasil conquistou no World Series de Berlim 2026?

O Brasil terminou a etapa de Berlim com 19 pódios no total. No último dia de competição, sábado, 9 de maio, a equipe faturou dois ouros com Gabrielzinho, além de pratas com Talisson Glock e Arthur Xavier, e bronze com Lídia Cruz.

Tags:#natação paralímpica#Gabrielzinho#World Series#Brasil#Berlim#CPB#paralímpico

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