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Tite no Botafogo: crise, números ruins e sem respostas
Tite acumula 4 derrotas, 1 empate e 1 vitória em 6 jogos no Botafogo. Time sofreu 10 gols, está no 11º lugar e ouve cobranças crescentes da diretoria.

Tite no Botafogo: crise, números ruins e sem respostas
O Botafogo voltou a perder. E a pergunta que não quer calar na Estrela Solitária é simples: até quando?
Desde que Tite assumiu o clube em setembro de 2026, o alvinegro carioca não encontrou o caminho. Os números falam por si — e o que eles dizem não é nada animador.
Seis jogos, um retrato de crise
Seis partidas. Esse é o tempo que Tite teve para apresentar sua proposta ao Botafogo. O balanço, até agora, é devastador.
Nos seis jogos sob o seu comando, o time soma apenas uma vitória, um empate e quatro derrotas, com dez gols sofridos e apenas quatro marcados. O aproveitamento registrado é de míseros 26,7% — número que, segundo dados levantados, é praticamente metade do rendimento que o próprio treinador teve em sua passagem anterior pelo Cruzeiro, também em 2026.
A derrota mais recente foi especialmente dolorosa. O Botafogo foi derrotado pelo Remo por 2 a 1, no Estádio Mangueirão, em Belém. Uma equipe que chegava à partida como vice-lanterna do Brasileirão encerrou uma sequência de 12 jogos sem vencer justamente às custas do Glorioso.
Antes disso, o clube já havia levado 3 a 0 do Internacional, no dia 24 de outubro, no Beira-Rio — em jogo no qual, segundo Tite em coletiva, o time esteve "taticamente abaixo, fisicamente abaixo, tecnicamente abaixo."
A fragilidade defensiva que não para de sangrar
Os problemas do Botafogo não começaram com Tite, mas com ele não param de se aprofundar.
Ao longo das 33 rodadas do Brasileirão, o time acumulou impressionantes 53 gols sofridos — marca que coloca a defesa alvinegra entre as piores da competição. A média de 1,6 gol sofrido por jogo só no período sob o comando do novo técnico revela que a reorganização defensiva prometida na chegada ainda está longe de acontecer.
A equipe sofre gols em situações que poderiam ser evitadas com melhor posicionamento, comunicação e concentração. O problema não é apenas tático — é sistêmico, e o time ainda não assimilou nenhum padrão claro de comportamento defensivo coletivo.
Tite admite, mas não convence
Nas entrevistas coletivas, Tite tem demonstrado consciência das dificuldades. Após a derrota para o Internacional, admitiu que o time "esteve muito abaixo daquilo que pode produzir" e cobrou mais competitividade dos jogadores. Em outra oportunidade, apontou que sofrer gols logo nos minutos iniciais condiciona negativamente o planejamento das partidas e sobrecarrega o aspecto psicológico do grupo.
O treinador também negou que o elenco sofra de desgaste físico generalizado, atribuindo as oscilações individuais à natural alternância de rendimento entre os jogos. Segundo ele, a falta de resultados positivos acaba minando a confiança coletiva.
O discurso é analítico. O problema é que análise, sem resultado em campo, começa a soar vazio para torcida e dirigentes.
Diretoria em alerta e rumores de troca
Os bastidores do clube não estão em silêncio. Segundo informações do jornalista Cosme Rímoli, do R7, parte da cúpula diretiva do Botafogo já manifesta insatisfação com o rendimento da equipe e avalia a possibilidade de encerrar o trabalho do treinador pensando já na próxima temporada.
Tite chegou ao clube com contrato firmado até dezembro de 2028. Na apresentação, falou em ambição, em história e em fortalecer o projeto alvinegro. O cenário que se desenha agora, no entanto, é outro: a missão imediata passou a ser simplesmente segurar o Botafogo na Série A.
O fantasma do rebaixamento
Na tabela do Brasileirão, o Botafogo aparece na 11ª posição com 39 pontos em 33 jogos, ainda com certa distância da zona da degola — mas com um saldo de gols de -8 e uma sequência recente de derrotas que deixa qualquer torcedor desconfortável.
Com apenas algumas rodadas restantes, a margem de erro é praticamente zero. A diferença para as equipes que brigam para escapar do Z-4 pode derreter rapidamente caso o time continue nesse ritmo.
O Botafogo que foi campeão da Libertadores em 2024 parece distante. O clube que hoje campo afora é um time desorganizado, vulnerável e sem identidade tática definida — ao menos por enquanto.
O que falta para a virada?
A pergunta mais honesta que se pode fazer é: o que Tite ainda precisa para que o trabalho desande de vez?
A resposta, por enquanto, não veio das coletivas. Não veio dos treinos divulgados. E, mais importante, ainda não veio das atuações em campo.
O Botafogo segue à deriva. E o tempo para encontrar a âncora está acabando.
Perguntas frequentes
Qual é a posição do Botafogo no Brasileirão 2026?
O Botafogo ocupa a 11ª posição no Brasileirão Série A de 2026, com 39 pontos conquistados em 33 jogos disputados, com saldo de gols de -8.
Quantos jogos Tite comandou o Botafogo até agora?
Tite comandou o Botafogo em seis jogos desde que assumiu o clube em setembro de 2026, com um aproveitamento de 26,7%: uma vitória, um empate e quatro derrotas.
Quantos gols o Botafogo sofreu sob o comando de Tite?
Em seis jogos sob o comando de Tite, o Botafogo sofreu dez gols e marcou apenas quatro, com média de 1,6 gol sofrido por partida.
O Botafogo corre risco de rebaixamento no Brasileirão 2026?
O clube não está na zona de rebaixamento, mas a sequência negativa de resultados e o saldo de gols desfavorável mantêm o alerta aceso. A reta final do campeonato exige reação imediata.
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