VAR no Brasileirão 2026: ranking dos times mais favorecidos
Santos e Cruzeiro lideram o ranking de revisões favoráveis do VAR nas 15 primeiras rodadas do Brasileirão 2026. Veja o levantamento completo.

VAR no Brasileirão 2026: ranking dos times com mais revisões favoráveis
O VAR virou protagonista do Brasileirão 2026 — e os números provam. Nas primeiras 15 rodadas da Série A, a tecnologia já produziu 68 intervenções e consumiu mais de duas horas de jogo parado. Mas quem mais saiu ganhando nesse balanço?
Santos e Cruzeiro no topo do ranking
Segundo levantamento publicado pelo Lance! sobre as 15 primeiras rodadas do campeonato, no topo da lista de marcações revistas pelo VAR aparecem Santos e Cruzeiro, ambos envolvidos em seis intervenções a favor, que alteraram decisões importantes.
Para o Santos, os exemplos são concretos: o monitor esteve presente em momentos cruciais, como nos dois pênaltis marcados contra o Bahia e no gol validado diante do Remo, além das revisões que resultaram na anulação de gols de Flamengo e Palmeiras e na marcação de uma penalidade no duelo frente ao Mirassol.
O ranking completo das 15 primeiras rodadas
Abaixo, o número de revisões favoráveis registradas por clube:
| Time | Revisões Favoráveis | |---|---| | Santos | 6 | | Cruzeiro | 6 | | Palmeiras | 5 | | Atlético-MG | 5 | | Remo | 5 | | Vitória | 4 | | Fluminense | 4 | | Botafogo | 4 | | São Paulo | 4 | | Athletico-PR | 4 | | Flamengo | 4 | | Red Bull Bragantino | 4 | | Corinthians | 3 | | Grêmio | 3 | | Vasco | 3 | | Coritiba | 3 | | Mirassol | 2 | | Internacional | 1 | | Bahia | 0 | | Chapecoense | 0 |Atenção: mais revisões a favor não significa, necessariamente, favorecimento. Cada intervenção representa uma correção de decisão — e o contexto de cada lance é diferente.
Corinthians: mais acionado, mas no saldo negativo
Quem mais aparece nas estatísticas gerais do VAR é o Corinthians — porém, o clube não está entre os mais favorecidos. O Corinthians é o exemplo mais evidente e lidera o número de expulsões confirmadas após revisão. Contra o Palmeiras, dois jogadores corintianos receberam cartão vermelho depois da intervenção do VAR. Diante do Fluminense, houve outro vermelho após revisão.
O Corinthians é também o clube com mais decisões contrárias em revisões do VAR, com cinco no total, empatado com Bragantino, Grêmio e Cruzeiro.
Esse dado derruba um senso comum: o time que aparece mais nas discussões sobre VAR nem sempre é o mais beneficiado.
Flamengo longe do apelido "VARmengo"
O apelido popularizado em redes sociais não encontra respaldo nos números de 2026. O VAR interveio mais vezes contra do que a favor do Mengão no Brasileirão de 2026. A ferramenta apareceu duas vezes para mudar a decisão de campo a favor do Fla, mas em três ocasiões a tecnologia desfavoreceu o Mengo nos 11 jogos, o que deixa o Flamengo em 13º no ranking dos impactados pelo VAR.
Grêmio sofre com gols invalidados
O Grêmio é um dos exemplos mais claros de clube prejudicado pelo árbitro de vídeo. Em apenas um jogo contra o Coritiba, dois gols da equipe gaúcha foram invalidados por impedimento após revisão factual. Além disso, um pênalti inicialmente marcado diante do Vitória acabou cancelado após análise no monitor.
VAR além dos gols: cartões e pênaltis em foco
O VAR brasileiro passou a interferir bastante em lances de contato físico e cartões — e não apenas em gols. As revisões de possível expulsão se transformaram em um dos protocolos mais frequentes do campeonato.
A frequência das intervenções está diretamente ligada ao estilo de jogo. Times com perfil mais ofensivo, que atuam com frequência no campo adversário e participam de jogadas no limite do impedimento, tendem a acionar mais o recurso.
O impedimento semiautomático que não veio
Uma das principais promessas para o Brasileirão 2026 era justamente reduzir o tempo de análise de impedimentos. Estava prevista a introdução do impedimento semiautomático desde a primeira rodada do campeonato, com o cadastramento de 27 estádios pela CBF para o uso da tecnologia, mas, devido a problemas estruturais, falta de avaliações sólidas e tempo, o sistema não foi implementado.
A demora nas análises técnicas e o fato de o impedimento semiautomático ainda não ser uma realidade no Brasil elevam a temperatura das críticas sobre o tempo de jogo perdido. Intervenções que ultrapassam a marca dos cinco minutos, como as vistas nos jogos do Cruzeiro contra o Vitória e no confronto entre Vitória e Remo, geram desgaste sobre a operação do VAR.
O VAR como espelho do campeonato
O VAR se consolidou como parte importante da dinâmica do campeonato. Mais do que indicar favorecimento ou prejuízo, os dados mostram que a tecnologia influencia o jogo de acordo com o contexto de cada equipe, participando de forma ativa na construção dos resultados e da tabela.
No Brasil, o desafio ganha contornos ainda mais sensíveis porque o VAR se tornou também parte da disputa política do campeonato. Clubes monitoram estatísticas próprias, divulgam compilados de lances e usam os números para pressionar a arbitragem e a CBF. A cada rodada, cresce a tentativa de transformar decisões em evidência de favorecimento ou perseguição.
O que os dados das 15 rodadas deixam claro é que as decisões mantidas acabaram se tornando quase exceções estatísticas. O ponto comum entre todos os clubes é outro: hoje, nenhum time atravessa um Brasileirão sem ser profundamente impactado pelo VAR.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual time do Brasileirão 2026 tem mais revisões favoráveis do VAR?
Santos e Cruzeiro lideram o ranking com seis revisões favoráveis cada nas primeiras 15 rodadas do Brasileirão 2026, segundo levantamento publicado pelo Lance!.
Ter mais revisões favoráveis do VAR significa ser beneficiado pela arbitragem?
Não necessariamente. Cada revisão representa uma correção de uma decisão de campo. Um time pode ter muitas intervenções a favor porque o árbitro errou contra ele — o que não significa favorecimento sistemático, mas sim uma maior presença em lances polêmicos.
O impedimento semiautomático vai ser usado no Brasileirão 2026?
A CBF planejava implementar o impedimento semiautomático desde a 1ª rodada, mas o sistema não foi adotado por problemas estruturais e falta de tempo para avaliações. O recurso ainda não está em uso no campeonato.
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